
Alto dos Passos, Juiz de Fora
Em negociaçãoOlhando da rua, o Vankur parece um daqueles prédios pequenos de quatro andares que existem por toda Juiz de Fora. E foi mais ou menos assim que ele nasceu.
Por trás dele estava Kurt Zoet, engenheiro e um dos nomes da Construtora Vankur, que segue ativa sessenta anos depois com a filha dele entre os sócios. Só que aqui a história era mais caseira do que empresarial: poucos apartamentos e a própria família morando no edifício. Prédio pequeno feito por quem ia morar nele costuma ter decisões que prédio de incorporação não tem, e isso se sente andando dentro.
O endereço é a Avenida Rio Branco, mas o apartamento está voltado para os fundos, na direção da Rua Belmiro Braga. Como a rua desce bastante a partir dali, a sensação de altura é muito maior do que quatro andares sugerem, e o que se ganha com isso é abertura, privacidade e sol o dia inteiro.
A palavra que define o imóvel é autenticidade. O taco de madeira em espinha de peixe, a planta e vários elementos originais estão lá. Os moradores atuais fizeram uma escolha que eu respeito: em vez de transformar um apartamento dos anos 80 num apartamento novo, atualizaram o que precisava ser atualizado e preservaram o que dava personalidade. Não é um imóvel reformado para esconder a própria idade. É um imóvel que foi evoluindo com quem morou nele.
O condomínio é de R$ 370 por mês, valor baixo para uma cobertura de 185 metros. Prédio pequeno e sem elevador tem menos estrutura para manter, e isso aparece direto na taxa.
O IPTU é de R$ 3.417.
O endereço é a Avenida Rio Branco, mas o apartamento olha para o lado calmo, na direção da Rua Belmiro Braga.
O entorno tem um contraste que é difícil de arranjar: de um lado o Alto dos Passos, com a vida gastronômica e boêmia da cidade; do outro o Bom Pastor, mais residencial, com a praça fazendo parte da rotina. São dois jeitos diferentes de viver o bairro, e os dois se resolvem a pé. O acesso ao centro é direto.
Os três quartos estão todos no primeiro pavimento, junto com a sala, a cozinha e a área íntima. Toda a rotina da casa acontece num nível só.
É isso que libera o andar de cima. Como ninguém precisa subir para dormir, tomar café ou receber visita, o segundo pavimento virou outra coisa: um estar amplo e climatizado, com bancada, estrutura de pia e banheiro, janelas de esquadria de alumínio que abrem direto para o terraço e sol entrando a tarde toda. Hoje funciona como espaço de trabalho e área de receber. As portas e janelas antigas deram lugar a essas esquadrias mais leves, numa reforma que modernizou o uso sem tirar a identidade da cobertura.
E aí vem o terraço, que é o que ninguém esquece depois da visita. Piso de pedra ao ar livre, varal de luz, canteiro, ponto de água e a cidade abrindo em frente com os morros atrás. No fim da tarde o lugar vira outro. A churrasqueira que aparece nas fotos é móvel e não fica no imóvel.
O Vankur é um edifício de 1988, com características construtivas da época e sem elevador. O acesso à cobertura é feito por três lances de escada a partir do hall de entrada. Internamente, uma escada conecta os dois pavimentos do apartamento.






















